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Exposição


Onde você se esconde,
será que é no monte?
(Da tua cabeça)
Ou será que é na fonte?
"Rente ao trono,
sob os pés,
de um velho conde."
Liberdade é ser poeta!
É mostrar o horizonte,
antes que o dia amanheça,
e revolva o ontem...
"Rente aos trilhos,
sob o balanço,
de um velho bonde."
Exiba a tua ideia,
para o recife, e para a ponte!
Permita que esclareça,
e que o mundo inteiro a conte...
"Rente ao asco,
sob a sorte,
de uma velha fronte."

Edison Gil

Infida Poesia


Escreveram na mais pérfida poesia
que o emblema do amor é o dia,
que o símbolo das trevas é a azia
que se distende na mais rara euforia!
Adornos de uma idéia qualquer,
Que ferem com grande etnia!
Que confundem o louco que pensa,
e perturbam o sábio que pira!
Coincidências que regem o acaso
que alimentam a desarmonia!
A profecia do caos, e os números da loteria...
Palavras de uma tensa visão, envolvidas em miopia!
O folclore criado, o lugar! Os deuses da mitologia!
A promissão escrita e falada! O milagre da paralisia!
Aquela coisa que você não queria!
Porém que acode, e jura ser alegria!
A realidade composta por eras, e fantasias!
A ferrugem da engrenagem, e o enguiço da teoria!
O termo criado, o boreste! O olho que te espia...
A alma da Fênix, o "arquiteto"! Inventos alados,
para o homem crer que voaria!
A grande calúnia estampada, na mais pérfida poesia!

Edison Gil



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